01 JAN 18

#Retro2017 | Da maternidade até a urna: o esforço para votar em Leonel Brizola

A #Retro2017 resgata uma linda história de brizolismo fluminense.

Confira!

Da maternidade até a urna: o esforço para votar em Leonel Brizola

Nelma Gonçalves (dir.) relembra a satisfação de poder, em 1990, apoiar a campanha do líder do PDT ao governo do Rio de Janeiro

*Por Bruno Ribeiro

Brasília, 5/4/2017 – “São tantos anos de luta, da coragem de um estadista. Brizola é a força do povo”. Em 1990, o trecho do jingle da campanha de Leonel Brizola ao governo do estado do Rio de Janeiro ecoava, na voz do intérprete Jamelão,  por todas as regiões e mobilizava milhões de fluminenses. Um exemplo da “onda pedetista” vem, mais exatamente, da Baixada Fluminense, onde reside a família de Nelma Gonçalves. No dia 1 de outubro daquele ano, ela relata que fez questão de sair direto da maternidade para a urna, onde garantiu o apoio à campanha vitoriosa do PDT.

“Queria cumprir meu dever cívico de votar no que, para mim, era o melhor candidato”, explicou Nelma, que deu à luz à sua única filha, Taís Azevedo, três dias antes. Ao falar da sua escolha, ratificou a felicidade pelo sucesso de Brizola no pleito que integrava o processo de eleições gerais após a redemocratização do país, iniciada em 1989. O Brasil ficou 21 anos sob o regime militar.

Segundo Nelma, que é casada e mora em Nova Iguaçu, os ideais de Brizola mostram o quanto ele era diferenciado. “Sempre o achei um homem íntegro e com boas intenções com o povo. Sua preocupação em atender até os mais pobres com as construções dos CIEPs”, afirmou.

Ao contar como conheceu a história do líder pedetista, Taís, casada e residente em Duque de Caxias, exaltou o legado deixado por ele não só no Rio de Janeiro, mas também na região Sul, onde também geriu um estado.

“Desde criança sempre admirei Leonel Brizola. Não só por essa história que minha mãe me conta, mas também por pura simpatia. Minha mãe sempre o defendeu como um homem honrado, honesto, e esse carinho passou pra mim”, disse, ao reconhecer a importância de usar o direito ao voto para conquistar melhorias para nossa sociedade.

“Conheço seus anos de luta contra a ditadura, seu começo político ao lado de Getúlio Vargas ainda no Rio Grande do Sul e, é claro, de todos os seus feitos como governador do meu estado do Rio de Janeiro, incluindo os CIEPs, o Sambódromo e a Linha Vermelha”, completou.

Panorama nacional

Sobre a situação política e econômica existente no Rio de Janeiro e no Brasil, elas são categóricas ao avaliar todo o contexto.

“Vivemos um momento muito conturbado. Se ocorreram erros por parte da Dilma (Rousseff), acredito que ela não os fez sozinha. Seu vice e todos os outros ao seu lado participaram de tudo. Defendi, na época do processo do impeachment, que deveriam ser realizadas novas eleições diretas, mas infelizmente o que vemos é que a grande mídia e alguns setores da sociedade preferiram tornar a presidente “vilã” de toda a situação para deixarem todos os membros do PMDB, e outros partidos, praticamente ilesos”, relatou Taís.

“Coisa parecida ocorre aqui no Rio de Janeiro. É um pouco triste, mas não podemos perder as esperanças de que um dia vai melhorar, pois não existe arma melhor do que o voto consciente”, acrescentou.

Já Nelma lamenta a situação caótica. “Tudo de ruim que aconteceu no governo acabou refletindo em todos nós, como o desemprego e a falta de dinheiro. Que nas próximas eleições, isso tudo melhore”, concluiu.

Bruno Ribeiro

Secretário Nacional de Comunicação da FLB-AP.

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