09 JUN 17

Manoel Dias: “A história julgará”

Presidente da Fundação e secretário-geral do PDT, ele destaca a importância do Trabalhismo no Brasil a partir de seus líderes

*Por Bruno Ribeiro

Brasília, 9/6/2017 – Ao remeter para o legado de Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola, o presidente da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP) e secretário-geral do PDT, Manoel Dias, faz uma sólida defesa, em seu recente artigo, de uma história que é reconhecida pelo principal elo do processo: o povo.  Confira:

A história julgará

Um bom parâmetro para se compreender o Brasil é ler a primorosa obra do mestre Darcy Ribeiro. Em seu livro “O povo brasileiro”, Darcy nos conduz pelos caminhos e descaminhos da nossa formação enquanto povo, enquanto nação, e nossas lutas.

Dentro de sua obra fica inequivocamente claro que, até a Revolução de 30, éramos uma sociedade semifeudal, e que a correlação entre a luta de classes era desumana e desequilibrada ao extremo.

Getúlio Vargas foi o precursor das políticas sociais no Brasil. Finalmente, direitos fundamentais eram disponibilizados e garantidos aos trabalhadores. Começava-se o processo de justiça social e de emancipação do nosso povo.

Outro aspecto indelével que a Era Vargas deixou como legado foram os alicerces de nossa industrialização; hoje, as bases do nosso desenvolvimento têm sua germe nas ações de Vargas de edificação da Petrobras, da CSN, da Vale do Rio Doce, dentre outras.

Caluniado, vilipendiado e difamado saiu da vida e entrou para História e, 62 anos depois Getúlio é considerado o grande Estadista que esse país teve e seu legado continua vivo.

 A História o julgou e o elevou à justa condição.

Outro ilustre signatário do Trabalhismo brasileiro foi João Goulart. Probo, que tentou mexer nas bases de nosso país, com reformas estruturantes como a agrária, a bancária e a eleitoral que foram objeto de seu ideário. Foi deposto por um golpe militar em conluio com nossas elites retrógradas.

Único presidente a falecer fora do Brasil, 40 anos depois, a História o julgou como um grande brasileiro, um idealizador, um digno amigo de seu povo.

Brizola, herdeiro do legado trabalhista, também foi vítima dessas mesmas elites e conspirações que Getúlio e Jango. Dizia ele: “Venho de longe, conheço essa História.”

Tanto Getúlio, como Jango, e Brizola padeciam das mesmas características. Nunca foram homens do sistema, ou seja, financeiro, midiático, elitista. Nunca tiveram também a ambição de serem aceitos nos clubes sofisticados da burguesia. Não compunham com os algozes do nosso atraso.

Deselegante invocar conexões e ilações desproporcionais sobre figuras como Getúlio Vargas e João Goulart.  

Caberá a História julgar o legado de cada um.

O Trabalhismo, como corrente política, compreende seu papel de  defensor inconteste às causas mais caras do nosso povo.

Nossos grandes líderes já suportaram as mais injustas perseguições e se mantiveram eretos em suas posturas e em seus sonhos, e isso é tão verdadeiro, que a própria História os absolveram das injúrias e calúnias e os consagraram como grandes referências de lutas e realizações.

Continuamos como o fio condutor, no mesmo sentimento aguerrido de estarmos ao lado do povo brasileiro, pelos seus direitos e para sua justa elevação social.

Afinal, o Trabalhismo vem de longe e o povo brasileiro já nos conhece.

Bruno Ribeiro

Secretário Nacional de Comunicação da FLB-AP.

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