19 MAY 17

Futuro da esquerda popular pauta debate da Fundação no Rio de Janeiro

Encontro contou com a participação do vereador do PDT na capital, Fernando William

*Por Bruno Ribeiro

Brasília, 19/5/2017 – A Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP) promoveu na sede do PDT na cidade do Rio de Janeiro, na última terça-feira (16), mais uma edição do projeto ‘Trabalhismo em Diálogo’. Pautado pela temática “Quais os caminhos para reinventar a esquerda popular?”, o encontro teve como debatedores Fernando William, vereador do PDT na capital, e Gustavo Castañon, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Para um público diversificado, os participantes expuseram suas teses a partir da problematização dos motivos que, segundo eles, levaram a esquerda a perder seu caráter popular. Ao longo dos discursos, falaram ainda sobre o crescimento da direita “populista” e buscaram apontar quais tarefas o PDT deve enfrentar para retomar o papel de vanguarda na esquerda, bem como o projeto ‘Ciro Gomes 2018’, que pode contribuir para a reinvenção nesse campo.

Fernando William traçou um paralelo no qual apontou a polarização da esquerda, principalmente entre PDT e PT nas décadas de 80 e 90. Ao dialogar com os presentes, fez referência a postura midiática do atual PSOL e ressaltou as grandes tarefas dos militantes. Ao falar de Ciro Gomes, mostrou a importância de ocupar as ruas para massificar as mensagens do pré-candidato à presidente da República, pois o partido não conta com o apoio da grande mídia nacional.

Para  o vereador, a base pedetista precisa analisar a conjuntura de um socialismo real e possível para traduzir esse conceito para o povo. Ao dizer que foco deve ser as questões sociais e políticas, ele indicou três pontos: defesa do estado nacional, a luta pela garantia dos direitos trabalhistas e a favor da educação libertadora.

Castañon destacou os principais motivos que afastaram a esquerda das grandes massas e de seu caráter popular. Para ele, existem cinco “moinhos de vento” dessa frente: a negação do nacionalismo – que acaba sendo apropriado pela direita; a rotulação da religião como algo anti-rrevolucionário; a moralidade; o universalismo – ao radicalizar nas pautas secundárias ou identitárias – e o uso equivocado da história, onde se dá mais valor aos fracassos pontuais da esquerda se comparado com a realidade sistemática do capitalismo.

Segundo o professor, para se reinventar, a esquerda precisa de renovação política e estimular o surgimento de novos líderes populares para conquistar a defesa do interesse e do emprego nacional. Isso permitirá a valorização de quem trabalha e produz em detrimento dos rentistas, o respeito e a incorporação dos valores cristãos do povo, o que não significa abrir mão da laicidade do Estado, além de entender e respeitar a moralidade popular sem ser a nova UDN,

Ao concluir, o acadêmico defendeu também a verdadeira meritocracia contra a “capacitocracia” do capital, o empoderamento do povo com educação e crédito popular, o afastamento dos grupos que radicalizam na pauta identitária e a manutenção do legado histórico da esquerda, e massificara luta dos 99% contra o 1%.

Com informações da Ascom da FLB-AP no Rio de Janeiro.

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Bruno Ribeiro

Secretário de Comunicação da FLB-AP.

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