16 MAR 17

Deputados fazem vigília contra as reformas da Previdência e Trabalhista

Pompeo de Mattos (PDT-RS) criticou os 65 anos previstos como idade mínima para a aposentadoria, como os 49 anos de contribuição

*Por Bruno Ribeiro

Brasília, 16/3/2017 – Deputados, sindicalistas e representantes de movimentos sociais contrários às reformas da reformas da Previdência (PEC 287/16) e Trabalhista (PL 6787/16) e também contra o projeto que regulamenta a terceirização (PL 4302/98), fizeram vigília, nesta terça-feira (15), por cerca de quatro horas, até quase 1h da manhã, no Plenário da Câmara.

O argumento dos oposicionistas às reformas e ao governo Temer foi que as mudanças da Previdência e trabalhista, se forem aprovadas na forma enviada ao Congresso, trarão enormes prejuízos aos trabalhadores brasileiros. Um dos pontos mais usados nos discursos realizados foi a retirada dos direitos sociais dos trabalhadores e a aposentadoria aos 65 anos como idade mínima, com pelo menos 25 anos de contribuição.

O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) criticou não apenas os 65 anos previstos como idade mínima para a aposentadoria, como os 49 anos de contribuição previstos para que tenha direito a 100% da média do salário de contribuição.

“Se aprovada essa proposta, teremos a pior aposentadoria do mundo”, apontou. Além disso, criticou a idade igual para homens e mulheres se aposentarem. “Como se o governo não soubesse que a mulher gera filhos”, observou, ressaltando a dupla jornada de trabalho feminina.

Os participantes do protesto alegaram também que a reforma não interessa ao País e previram a quebra de muitos municípios, porque, na visão deles, a maioria das pequenas e médias cidades do Brasil sobrevivem dos salários dos aposentados, dos benefícios e dos programas sociais.

Com informações da ASCOM da Liderança do PDT na Câmara dos Deputados.

Bruno Ribeiro

Secretário Nacional de Comunicação da FLB-AP.

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