O COLUNISTA DIZ...

Sandro Correia

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Um guerreiro da igualdade

 

O falecimento de Carlos Alberto Caó de Oliveira, autor da lei 7.716, foi marcado por um grande impacto sob toda a comunidade negra brasileira se vendo órfão de uma liderança capaz de transformar um sonho em materialidade para a construção de um novo tempo em que o racismo não fosse tão banal quanto as práticas de preconceito e discriminação criadas nos tempos da Escravidão.

A lei 7.716 de 06 de Janeiro de 1989 oriunda da Carta Magna Brasileira “a Constituição Cidadã” de 1988 define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, a criminalização da discriminação pela etnia, religião ou procedência nacional, com pena de reclusão de 2 a 5 anos.

A importância de sua atuação foi a possibilidade do fortalecimento da auto-estima de milhões de brasileiros que tiveram durante séculos a condição de inferioridade e subalternidade como algo natural em que reproduzia a injustiça em vários setores da sociedade excluindo das universidades e de outros espaços de poder e de decisão o homem e a mulher negra.

São exatamente 30 anos de criada a lei Caó em 2018.  Mais do que afirmar a importância do patrimônio da África para a formação da nação brasileira Caó abriu o caminho para toda a juventude afro-brasileira que na atualidade acessa uma valorização com as cotas nas universidades e nas artes que destacam a formação de personalidades negras de forma positivada como Taís Araújo e Lázaro Ramos e outros profissionais afrodescendentes de outras áreas que se afirmam de forma competente com suas características fenotípicas respeitadas. O nosso Carlos Alberto Caó de Oliveira dedicou sua vida a luta de todo o povo afro-brasileiro.

Na atualidade precisamos fortalecer a lei Caó e ampliarmos ações que incluam a participação ativa do negro no processo de desenvolvimento de toda a nação do Brasil.

Caó Vive! Viva a Caó!

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