O COLUNISTA DIZ...

Regina Bessa

Sem descrição sobre o Autor

Mário Juruna: um ser da natureza

Na semana dedicada aos povos indígenas, falar em Mário Juruna é exaltar um ser puro, ingênuo e possuidor de grande sabedoria. Originário da aldeia Xavante Nakamura, na região de Barra do Garças (MT), o cacique, eleito deputado federal pelo Partido Democrático Brasileiro (PDT) no Rio de Janeiro, marcou sua presença na Câmara Federal defendendo, em primeiro lugar, o governo de Leonel Brizola no estado fluminense.

Lutou pela demarcação de terras para os indígenas de norte a sul do país, além de ser o único parlamentar que conseguiu o reconhecimento formal dos problemas desses povos por meio da criação, no Congresso Nacional, da Comissão Permanente do Índio.

Mesmo desenvolvendo um trabalho permanente e sistemático em defesa dos povos indígenas, não conseguiu se reeleger. Apesar de estar sem mandato parlamentar, o pedetista continuou na atividade política por vários anos.

Pensar em Juruna é como voltar no tempo e, assim, lembramos de seu gravador, que foi um instrumento de validação e registro histórico de sua luta, de seu conhecimento  e do respeito que impunha. Uma marca registrada desse homem combativo.

Muitas vezes considerado polêmico, soube ser sábio e consciente de sua responsabilidade. Em toda sua atuação como representante dos indígenas e líder da sua aldeia, Juruna se tornou o maior expoente da proteção não só dos índios e da natureza no Brasil e no mundo, mas também dos pobres, das massas. Foi o mais brasileiro de todos os brasileiros.

COMENTÁRIOS