O COLUNISTA DIZ...

Laurí Francisco Bernardes

Diretor de relações institucionais do Movimento Socialista de Cultura Darcy Ribeiro do PDT/RS.

Temer terá que enfrentar o Trabalhismo

Engana-se quem pensa que o presidente ilegítimo Michel Temer (PMDB) irá conseguir aprovar com facilidade a reforma da previdência, que na verdade significa o fim dos direitos trabalhistas no Brasil. Muito mais do que enfrentar classes específicas da sociedade com a máquina do poder em mãos para atrair parlamentares favoráveis à proposta, Temer está encarando os trabalhadores e, consequentemente, o Trabalhismo ao atacar a CLT, entre outras conquistas históricas, que levaram anos de luta para que se tornassem realidade e permanecem vivas até hoje.

Não é uma simples pauta política, mas uma matéria que perpassa a história do país e de seus trabalhadores. Prestes a completar 74 anos de existência, no próximo dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, a CLT já passou por diversas alterações, entretanto nenhuma atacou os direitos dos trabalhadores da mesma maneira como a proposta que, agora, tramita no Congresso.

O aumento no tempo de contribuição e da idade mínima de aposentadoria, além da não garantia de recebimento do valor integral, é exigir que o povo brasileiro trabalhe até morrer. Não bastasse isso, a aprovação das terceirizações fará com que menos carteiras sejam assinadas, o que implicará também em menos tempo de contribuição descontada. Se esses direitos ainda não foram quitados, é porque o Trabalhismo ainda vive.

O Movimento Socialista de Cultura Darcy Ribeiro, que visa propagar os ideias e pensamentos desse antropólogo, escritor, educador e político que tanto lutou pelo seu povo, e defendeu os trabalhadores, é veementemente contra a reforma da Previdência e já está nas ruas ao lado de movimentos sociais, sindicatos, estudantes e trabalhadores para impedir que mais um golpe seja consolidado.

Crédito da foto: Luiz Cláudio Barbosa/Folhapress.

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